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domingo, 3 de abril de 2011

Uruguay - Aguas Dulces



Uruguay - Punta del Diablo



Uruguay - Parque Nacional de Santa Teresa

Uruguay - La Coronilla

Uruguay - Barra del Chuy

Uruguai

Saturado com as chuvas que cobriram as Regiões Sul e Sudeste do Brasil de modo intenso, tomei quanto à parte final das minhas férias uma ótima decisão, quem sabe das melhores do ano até agora: rumar para o Uruguai.
O país é dotado de uma série de maravilhas naturais e o sol que orna a sua bandeira se fez presente em sete de onze dias em que lá estive. Percorri toda a sua costa atlântica e a orla do Rio da Prata até Colônia de Sacramento, retornando “tierra adentro”, tudo entre os dias 16 e 26 de março.
Poderia escrever um sem número de linhas para detalhar os excelentes momentos que vivi em lugares de beleza singular, mas desta vez vou limitar os registros às fotos e suas pequenas referências.
Reitero aqui a solidariedade que manifestei durante a viagem para com o povo uruguaio em sua busca por dias melhores, luta que é semelhante para os povos da América Latina.
Manifesto também a minha profunda admiração pelos uruguaios no tocante a sua escala de valores, já que quanto a eles observei condutas muito íntegras, dignas e louváveis, de há muito por nós esquecidas. Parece que a nossa adesão como brasileiros com maior entrega ao modelo de vida norte-americano de consumo nos fez perder parte de uma essência muito rara do viver, a qual encontrei mais inteira no Uruguai. Tive a impressão que o Brasil padece bem mais das sociopatias da modernidade que o Uruguai.
Por fim, o meu sincero agradecimento à cordialidade e à afetuosidade com que fui recebido pela grande maioria das pessoas do país, que deixavam seus afazeres para de pronto me atenderem quanto as minhas dúvidas e necessidades, independentemente de sua vinculação com o ramo turístico.
Tive na quase totalidade dos casos a acolhida de um sorriso radiante como o sol da bandeira uruguaia. Acho importante dizer que se trata de um povo muito alegre, com a disposição e com o interesse que se empresta ao ajudar um irmão, bem como fui considerado, um irmão brasileiro.

Refúgio em Florianópolis

No meu retorno do Paraná em razão das inundações, em 12.03, parei para jantar em Joinville e segui até Florianópolis para pouso na acolhedora Praia da Barra da Lagoa. O dia seguinte amanheceu ensolarado e foi fechando aos poucos, com algumas garoas.
Fiz um bom passeio pela Ilha de Santa Catarina, passando inicialmente pelo Morro das Pedras, onde estavam quebrando ondas de bom tamanho, com alguns corajosos botando para baixo sobre as suas pranchas. Pretendia ir até a Praia da Armação para embarcar para a Ilha do Campeche, mas o mar estava agitado demais e nenhum barco disponível para o percurso. Aproveitei para conhecer melhor a Praia do Matadeiro, caminhando por sua trilha à margem do rio e pelas pedras.
Conheci também o Pântano do Sul, praia que nunca tinha visitado antes.
Depois voltei à Praia da Barra da Lagoa para almoço no Ponta das Caranhas, que serve o melhor estrogonofe de camarão da região, tendo ainda fotografado as aves e barcos da sua bela marina.
Fotos no mirante da Lagoa da Conceição e após visita de conhecimento de Santo Antônio de Lisboa, recanto da ilha que representa um doce pedaço de Portugal. Lá, além de um pacato entardecer e de uma simpática e delicada vila portuguesa, encontrei uma fábrica familiar de cerâmicas, cujas peças, de rara beleza, remetem com muita facilidade a nossa pátria mãe de além mar.
De Florianópolis fui para Garopaba na noite de 13.03, onde fiquei até o dia seguinte, tornando à noite para Porto Alegre para escapar das chuvas que tomavam igualmente o litoral de Santa Catarina.